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A Fiat havia chegado ao Brasil seis anos antes, em 1976. Desde então a montadora tinha lançado apenas um carro de destaque no país, o Fiat 147, que não agradou muito devido aos problemas mecânicos e falta de potência. A saída encontrada foi mostrar ao público que, apesar das críticas ao modelo, o carro era sim muito bom, tanto que estava sendo exportado para diversos países. Na verdade, desde sua instalação no Brasil a montadora dedicou forte atenção ao mercado externo.
Para exprimir esse conceito de internacionalização, a campanha retratou como o 147 estava sendo bem recebido pelos habitantes das nações européias. As gravações dos três filmes que compunham a campanha aconteceram na Itália, França e Alemanha, respectivamente, com atores nativos de cada local, com exceção do repórter Brasileiro Reali Júnior que dava liga ao conceito da iniciativa. Nos comerciais, o jornalista aparece colhendo depoimentos das pessoas desses países, perguntando a opinião delas a respeito do Fiat 147. Cada ator respondia de acordo com o que seriam os traços marcantes da cultura de cada local.
O resultado são filmes que abusam do humor, reforçando o conceito de qualidade da marca.
No filme rodado na Itália, intitulado Família Graciotti, a cena traz Reali abordando um motorista que acabara de descer do seu Fiat 147, modelo Panorama. O repórter avisa que se trata de uma reportagem para a TV Brasileira e pergunta: “O que o senhor acha do Fiat Panorama Brasileiro ?” O motorista responde: “É um belíssimo carro. Confortável e econômico”. De repente, desce do veículo um bonachão senhor de cabelos brancos, pai do motorista, que, curioso, quer saber do que se trata tudo aquilo. O filho tenta explicar, mas logo o velho pergunta para Reali: “O senhor conhece a Família Graciotti ?” e mostra uma foto de seus familiares. O jornalista perde o controle da situação, pai e filho começam a discutir. O ângulo da câmera se abre, a frente do carro é mostrada e surge a assinatura: “Fiat. O que vai pelo mundo.”
O maior mérito dessa campanha, foi ter conseguido manter viva a imagem do Fiat 147, dando fôlego de mercado ao carro, gerando bom nível de vendas até a Fiat lançar o Uno, dois anos depois.
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